A Era de Enumür chegou à Iniciativa T20!
Silêncio, irmãos. Silêncio. A memória nos chama da escuridão.
Nem todo mundo em Enumür concorda sobre por que os reis caíram. E é justamente essa discordância que dá peso à canção que abre esta história.
Duas versões, nenhuma confirmada
O culto do Profanador tem uma resposta pronta: os reis foram caçados para demonstrar poder, prova viva de que nenhuma coroa resiste à vontade do deus mau. É a versão que se espalha com mais força, porque é a versão de quem venceu.
Mas a linhagem real conta outra história. Para eles, os reis não eram alvo por fraqueza ou acaso: eram alvo porque representavam resistência. Cada rei escolhido, cada rei ungido, foi liderança erguida contra tudo que ameaçava os humanos, contra o cerco, contra a morte que o Profanador trazia. Não caíram por serem descartáveis. Caíram porque incomodavam.
Ninguém, dentro do próprio mundo, sabe dizer com certeza qual das duas versões é verdade. E talvez nunca saibam.
Uma música que o Profanador nunca pediu
"Elegia dos Reis Mortos" não nasceu de quem venceu a guerra. Nasceu de quem ficou, de quem escolheu lembrar os heróis ungidos em vez de deixar que o silêncio do culto vencesse também a memória. Para o Profanador, essa canção não significa nada, ele não precisa que ninguém lembre dos reis, a vitória dele já está feita. Mas para quem resiste, a lembrança é a própria resistência. Enquanto alguém repetir os nomes dos reis mortos, a ideia de que eles existiram, lutaram e lideraram continua viva, e isso é algo que nenhum culto consegue apagar por decreto.
E se nem todos morreram?
Existe um rumor que atravessa Enumür em voz baixa, quase nunca dito em público: alguém, em algum lugar, insiste que a linhagem real não foi totalmente extirpada. Não há prova. Não há nome. É o tipo de teoria que sobrevive porque ninguém consegue provar nem desmentir, o tipo de esperança que se recusa a morrer junto com os reis que a canção lamenta.
Se é verdade ou não, mesmo dentro do mundo de Enumür ninguém sabe responder.
É por isso que a canção existe. Não como prova de nada, não como resposta a nenhuma das duas versões. Existe como homenagem aos reis ungidos, e como forma de resistir através da memória, o único território que o Profanador ainda não conseguiu ocupar.
Você acredita na versão do culto ou na versão da linhagem real? E se um herdeiro ainda existisse, o que ele encontraria ao voltar? Conta nos comentários.
— Nerd Peregrino | Crônicas dos Dados RPG
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